EU continuo no mundo das tracções, talas e gessos e ás vezes pareço um burro a olhar para un palácio!! looool!!



Janeiro é, decididamente, o mês do Trabalho! ;)
Beijinhos!!
Meus caros leitores, venho por este meio informar-vos de que estou aqui uma verdadeira mulher da Bricolage…
Desde já vos digo que estou uma pessoa completamente hábil nas artes de colocar varões de cortinados, pendurar cortinados, desaparafusar estantes e pôr quadros na parede.
Assim sendo, informo-vos que estão autorizados a vir cá visitar-me para comprovarem a veracidade destes factos e, se insistirem muito, eu disponibilizar-me-ei para vos dar algumas dicas de Bricolage…
Mas isso só se insistirem muito porque eu não revelo facilmente todos os meus truques e habilidades. Ah, pois é!!
;)
P.S. Sócia, andas muito desaparecida aqui por estas bandas!! Que é feito e ti? Ai ai! Quero novidades!!

Ano Novo, Vida Nova!! Bem, ou pelo menos, ordenado novo!! Que sabe sempre bem!!
Beijinhos!!
P.S. Who's next? Vá, continuem, continuem, que estes post's são os que mais gosto dão pôr aqui!!
Beijinhos!!
P.S. Fico à espera das boas notícias do resto do pessoal!! Estou a torcer por vocês!!

Aconselho vivamente o passeio de barco pelo douro, quer em programa em família, quer numa escapadinha a dois para acender a chama da paixão (profundo...).
Bem que as companhias de exploração de turismo do douro podiam dar uma comissãozita pela divulgação.
PS: Estas não são as fotos mais bonitas dos passeio, mas sim as que estão com a minha pessoa, (que por motivos de segurança (máxima), não as vou divulgar)!


Após ter recebido mais uma carta do Centro de Emprego, com algo tipo “Apresente-se no Centro de Emprego no dia x às y horas, com vista a uma proposta de emprego”, lá fui eu em direcção a essa instituição, que tem feito por mim muitas coisas tipo NADA, para ver o que me saia na rifa.
Para falar a verdade não estava com muitas esperanças, mas no fundo, no fundo, pensava “Vai ser desta!”.
Quando lá cheguei, as infindáveis filas do costume e umas dezenas de pessoas também à espera... Depois, mandaram-nos entrar para a dita salinha e pronto, esclareceram qual era a proposta de emprego referida na carta e que tantos pensamentos me despertou.
Era nada mais nada menos do que uma proposta para ir fazer a Recruta para o Exército... Bem, como é que eu hei-de dizer isto sem ferir as susceptibilidades de ninguém...
Eu nada tenho contra o Exército, nada mesmo, e sei que a situação está má no mercado de trabalho (e blá blá blá) mas eu não andei a tirar um curso de Enfermagem durante 4 anos e a esturrar bastante dinheiro com ele para agora ir para o Exército... Isto está difícil mas penso que existe alguma esperança, bem lá no fundo, de arranjar um emprego na minha área, além disso, ir para o Exército não é, de todo, nenhuma das minhas pretensões...
E pronto eu disse que não, eu e as dezenas de pessoas que entraram na sala comigo...
Quem sabe um dia não mudarei de ideias (ou não serei forçada a isso pelas circunstâncias), mas é que não, de todo que eu não me estou a imaginar a marchar...
(E pronto, na falta da imaginação para mais, resolvi partilhar a minha quase experiência no Exército.)






Fotografia de J. Parassu (www.1000imagens.com)
Não consigo perceber o que se passa! Contratos que não renovados, enfermeiros que são despedidos! O que se passa? Como é que podemos aceitar desemprego entre profissionais de enfermagem, enquanto houver enfermeiros que fazem turnos da tarde sozinhos, numa enfermaria com 30 doentes! O que se pretende com isto? Em 2003 falava-se que faltavam 26 mil enfermeiros em Portugal, passados quatro anos, falasse em 3000 enfermeiros desempregados a apontar para os 9000 em 2008. Há qualquer coisa que não bate certo! Parece que vivemos num país virado ao contrário! 
Como enfermeira desempregada que sou... como ex-estudante à procura do primeiro emprego, existe um sem número de questões, as quais gostaria que fossem respondidas... Por isso mesmo, a aproveitando este espaço usado também para demonstrar a minha “revolta” venho, assim, questionar determinados aspectos que ainda hoje não compreendo...Primeiro que tudo, como chegou a Enfermagem a este ponto?
O que aconteceu realmente para que existisse uma Escola de Enfermagem em cada cidade do país?
Para que existissem enfermeiros desempregados há mais de um ano...? eu nem sei se me hei-de queixar, afinal, apenas estou há cerca de 2 meses assim, o que comparando, é francamente pouco...
Bem, a realidade é que comparando com muitas outras profissões, enfermagem não é dos cursos que tem menos saída, no entanto, tenho plena convicção de que para lá caminharemos... daqui a uns aninhos é ver-nos tal como as centenas (milhares?) de professores desempregados espalhados por esse Portugal (e não só) fora...
Não compreendo...
Há quatro anos atrás dizia-se que Enfermagem era um dos cursos com mais saída... quatro anos depois... o cenário tornou-se diferente... bem diferente... um POUQUINHO mais desesperante...
Mas enfim... há que continuar a acreditar... há-de chegar nem que seja daqui a uns tempos... uns meses... nem sei... pouco animadoras foram as estatísticas que a Ordem dos Enfermeiros divulgou na Cerimónia de Vinculação da Secção Regional do Sul, embora quisessem deixar um mensagem de esperança... quer dizer, vai daí já nem sei... porque a OE pouco tem feito (ou menos nada) para melhorar a situação em que se encontra a Enfermagem
Eu estou a procura de emprego, gasto dinheiro em impressão de currículos, requerimentos, fotocópias, envelopes, selos, envios de recepção, procuro nos jornais, na Internet, em qualquer sítio que posso dizer que se procuram enfermeiros, no entanto, poucas são as respostas... as que existem não são positivas. Já fui pessoalmente a dezenas de hospitais entregar currículos (como se isso servisse de alguma coisa...) Enfim...
Eu estou realmente à procura de emprego... Eu também só gostava que as pessoas compreendessem que eu quero realmente trabalhar e que quando digo que estou a procurar emprego agradecia que acreditassem mesmo e não olhassem para mim com aquele ar do tipo “Deve ser, tu não queres é trabalhar!” ou então que, pelo menos, não fizessem comentários do tipo “Não tens emprego? Mas há tantos doentes, como é que não empregam os enfermeiros?”...
Enfim... estes são, decididamente, os comentários que mais tenho ouvido nos últimos 2 meses...
E pedem-me para lutar... mas já agora, como é que se luta?
